Habito solitário
e quando chego em minha toca
ponho todos os meus rabos pra dentro
e depois abro as portas dos meus livros
e as palavras pulam, cantam, gritam, gozam...
sussurram em meus ouvidos
seus sólidos segredos
e tomam conta da casa toda
ultrapassam as paredes como fantasmas
tiram a minha roupa
se atrevem a entrar sob meus cobertores
e me acariciam como lajotas, tijolos, blocos e pedras
até que eu durma
em paz
sem palavras
sem...
...........pa...
...................la...
............................vras...
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Sou o que fui. Serei o que sou.
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