Tenho Medo da Ignorância


Tenho medo da ignorância
que se esconde nas entrelinhas
que se disfarça em sorrisos
que se veste de sagrado
que se expressa com certeza
que se espalha como praga

Tenho medo da ignorância
que não respeita as diferenças
que não dá lugar à dúvida
que não dá outra alternativa
que se dá como absoluta
que se espalha como praga

Tenho medo da ignorância
que não dá lugar ao novo
que sufoca a esperança
que incita a violência
que expande os extremos
que se espalha como praga

Tenho medo da ignorância
que tem a solução perfeita
que não vê a humanidade
que oprime o oprimido
que implode pontes e põe barreiras
que se espalha como praga

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Amor é Liberdade


Sei que o verso final pode soar machista, por isso explico: existe uma pressão social para que o homem ou a mulher se case e constitua sua família. Tudo é amarrado, condicionado. E o verdadeiro amor? Muitas vezes não se casa por amor, mas por conveniência e oportunidade.
Também se casa na falsa esperança de se completar no outro e vice-versa. Não existe nada mais equivocado. Somos por inteiro. Se não nos amamos, não poderemos amar o outro. O amor começa em mim. Por isso não se pode cobrar amor. Quem se ama espalha amor. Quem não se ama mendiga amor. Amor é liberdade.
Condicionamentos, prisões, laços etc. só nos afastam do amor.
O amor brota de dentro para fora e se espalha à medida que nos libertamos das correntes e das prisões, físicas e mentais.
@poetalucimarjustino

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Sessão de Autógrafos - É hoje!!!


Meu Mar é Amor



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Novo livro: Estranhamentos

Amigos e amigas,

hoje é um dia muito especial!! Finalmente chegou o tão esperado novo livro ESTRANHAMENTOS!


Mais um sonho realizado! Mais um desafio lançado! Fruto de anos de vida e poesia!!! Tenho o prazer de compartilhar com vocês algumas fotos e a resenha do livro.

Gratidão a cada um de vocês pelo apoio recebido, pelo incentivo, pelas curtidas, pelos comentários, pela torcida, enfim, por acreditarem nesta ideia: as palavras não mudam o mundo, mas tocam pessoas. E pessoas tocadas mudam o mundo.



Sinopse do Livro ESTRANHAMENTOS:

Estranhamentos reúne poemas escritos entre 2004 e início de 2018. Ao longo dessa uma década e meia de investigação e exercício poético, Lucimar Justino, um “lavrador de versos”, se dedica a apre(e)nder e compreender o mundo e a vida.

Não é um processo fácil e talvez resulte sempre incompleto, ou melhor, eternamente em andamento. Requer disciplina para observar o que se passa de forma diferente: “viro-me do avesso e escrevo um verso”, afirma em “Avesso do Verso”, evidenciando a busca por um novo olhar sobre o que parece óbvio e natural, mas não é, e por isso mesmo é estranho, ao mesmo tempo que pode ser belo e mágico.

A poesia de Lucimar é concisa e breve, o tom é descontraído e lúdico, sem resvalar para o leviano ou ligeiro. Não perde profundidade e expressa (e compartilha) o assombro do autor diante do estranhamento que lhe causa o mundo.

A obra está dividida em cinco partes, ou olhares: para o outro, para si mesmo, para o mundo e suas contradições e desigualdades, para o fazer literário, para o potencial transformador de que todos devemos fazer uso e, enfim, para tudo isso ao mesmo tempo, porque a vida em plenitude pressupõe horizontes amplos e visão panorâmica.

O novo olhar que nos propõe Lucimar passa por todos os sentidos, convidando-nos a experimentar, sentir, ser – viver, enfim.


Minha gratidão à toda equipe da Scortecci Editora, em especial à Paola, que redigiu com perfeição e lindamente a resenha acima para a orelha do livro. Agradeço também à Marcelle, pela diagramação, e à Janaina, pela arte de capa.

#Estranhamentos #lucimarjustino #versos #poemas #poesias #literatura #Cunha #Cotia #SãoPaulo #SP #novolivro #livros

Poesia: uma ponte para ligar pessoas e mudar o mundo

Em tempos de mísseis, cercas e muros, construir pontes parece impossível.

Tempos difíceis, de fato, mas uma oportunidade para desafios.

As palavras podem não mudar o mundo. Mas palavras tocam pessoas. E pessoas tocadas e emoções geram ações. E isso muda o mundo.

A poesia pode ser um caminho para essa mudança, para a formação de leitores sensibilizados.

Para mim, escrever é uma terapia. Digo que escrevo para manter a sanidade. :)

Gritos de Liberdade, em 2003, foi meu primeiro trabalho de parto. Pode parecer engraçado ou exagerado, mas é mais ou menos assim.

Estranhamentos, o novo livro, é, de certa forma, uma continuidade daqueles gritos, com maior maturidade, profundidade nas reflexões e leveza nos versos.

Ao longo desses anos todos, de 2004 a 2018, o processo criativo foi o mesmo: escrever para dar vazão às tensões e emoções.

Compartilhar isso com os leitores e saber que tantas pessoas podem ser tocadas é fantástico.

Para mim é sempre um prazer ter o feedback dos amigos e leitores. Isso me motiva a continuar escrevendo.

Gratidão por todas as participações!!!

Devo dizer que esse livro só está vindo a público porque esse apoio foi fundamental. Um comentário aqui, um apoio ali, você pode nem se recordar, mas eu sei que foi essencial.

É trabalhoso, toma tempo, demanda investimento, mas é um trabalho feito com carinho para compartilhar a nossa essência, a nossa humanidade, o nosso ser.

Abraços e ótima semana a todos(as)!!!

Tributo a Cunha


Minha terra tem montanhas
em que se plantando tudo dá
as goiabas que aqui eu como
não são doces
nem dão bichos como lá

Nosso sol tem mais calor
nossas várzeas mais estercos
nossa mata é a Atlântica
nosso povo tem mais amor

Em ciscar a cama à noite
mais lazer encontro eu lá
Minha terra tem montanhas
em que se plantando tudo dá

Minha terra tem poeira
e buracos que não encontro eu cá
Em ciscar a cama à noite
mais lazer encontro eu lá

Nossas estradas têm mais curvas
nossas cachoeiras não são turvas
nossas flores têm mais perfume
um lavandário nós temos lá
Minha terra tem montanhas
das quais se avista o mar

Não permita Deus que eu morra
sem que retorne para lá
sem que como as goiabas doces
que não encontro eu por cá
sem que suba nas montanhas
donde se avista céu e mar

04/04/2018 © Lucimar Justino

O Poeta, as Palavras e o Mundo


Tenho Medo da Ignorância

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