28.12.08

um micropoema a São José dos Campos

Paisagem

 

De um lado

barulhenta

a Cidade

carro e gente que corre

como sangue da cidade

nas ruas e avenidas

entre pedras e concretos

 

Do outro o Banhado

e com assiduidade

o Sol

em silêncio

silenciando a Cidade


2005



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10.12.08

Quisera eu mudar o mundo

Quisera eu mudar o mundo

este mundo miserável

imundo

 

Ainda existem senhores de escravos

exploradores de crianças

dilaceradores de esperanças

 

Ainda existe fome no mundo

enquanto uns nadam em dinheiro

Ainda existem guerras no mundo

 


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22.10.08

"Se..."

Rudyard Kipling
.
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses, no entanto, achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Derrota e o Triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
.
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste, em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar, seja o que for, que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exautos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: Persiste!
.
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre Reis, não perderes a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal, todo valor e brilho:
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo,
E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

.
Tradução de Guilherme de Almeida

17.4.08

Deus, feliz e triste

Deus deve ser um homem/mulher bem feliz
Senta no seu trono sobre as nuvens e fica a contemplar sua criação
Esta beleza que se vê lá de cima
Este caos de máquinas e de seres humanos que vão e que vêm
Como se fosse um universo girando neste Planeta que gira num universo maior de estrelas e galáxias
 
Deus, um(a) feliz observador(a) de sua criação
A ver tantos filhos livres correndo pelo mundo
 
Mas onde está Deus que não o(a) vejo e não o(a) sinto?
Não pode ser feliz vendo seus filhos se matando injustificadamente
Vejo Deus sentado(a) numa montanha ao pôr do sol derramando lágrimas sobre sua criação
 
Deus, feliz e triste como eu a contemplar a rua da janela
 


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7.4.08

Dicas culturais

E acontece de 2 a 6 de julho a Festa Literária Internacional de Parati, FLIP 2008.

Dicas de concursos literários em LeiaLivro. Visite!

E a gente vai se falando...

6.4.08

Mundos

Cada um vive o mundo a seu modo
e assim a vida segue nos seus fios que se cruzam
num caos aparentemente organizado
.
Cada um tem um mundo em suas mãos
às vezes é tão pequeno que cabe na palma da mão
são tantos mundos num mundo só
.
E assim somam-se as diferenças
e o mundo se torna mais colorido
.
mas nesse mundo muitos mundos vivem só
.
e outros tantos se divergem
se chocam, se arrebentam
se matam e comemoram a morte do inimigo
.
restam mundinhos sem seus mundos
.
mundos que ficam mudos
mundos que gritam
mundos que são calados

5.4.08

A gente vive despercebidamente...

A gente vive despercebidamente
e parece que os dias se repetem sempre iguais
mas no segundo próximo
haverá um novo mundo
com novas pessoas e algumas já partindo
.
Somos tão ínfamos e tão imprevisíveis
e a vida tão efêmera
enquanto nos preocupamos com coisas desprezíveis
a vida passa por/sobre nós
.
Que somos nós senão massa e energia?
sempre em movimento
sempre em transformação
.
A vida é tão curta
que se soubéssemos sua brevidade
acordaríamos mais cedo para ver o sol nascer
e faríamos tudo com mais amor e prazer

12.2.08

Ser Poeta I

Queria escrever um verso absurdo
obscuro
obsceno

com palavras do avesso
começo
de um poema

constituído de fatos, tripas e coração
ferida mexida: carne viva e sangue
pequeno que fosse

11.2.08

Novo livro em breve

Está em andamento o projeto para o lançamento de um novo livro de poemas ou micropoemas. Aguardem! Em breve teremos novidades!!!

3.1.08

A Morte da Cidade

 
Eu vejo a morte na TV
e sei que você vê
a morte na cidade
 
Explodindo da favela
pipocando contra ela
desrespeita sexo ou idade
 
Muita grana tá rolando
e a boa tá chegando
é a morte na cidade
 
Eu vejo sangue pela rua
e a noite não tem lua
é a sombra na cidade
 
Eu vejo a fome na TV
e sei que você vê
a fome na cidade
 
Muita grana tá rolando
e a boa tá chegando
é a morte da cidade


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2.1.08

Morte e Vida Bovina

 
o meu boi morreu
meu Deus
fiquei a tarde
urubusservando
a briga que se trava
sobre o intestino de capim
 
uma nuvem negra esfomeada
chuvisca bicadas pra todo lado
 
já não há nada
apenas a grama molhada
de sangue
e estrume
latidos ecoam pelo campo
rasantes vôos sobre minha cabeça
uma guerra de fome
onde come quem puder
 
o meu boi morreu
meu Deus
fiquei triste
urubservando
a briga que se dava
sobre o destino daquele rim
 
nestes tempos de miséria
não é sempre que se tem
a morte de um boi
 
o filé-minhon foi para o açougue
sobrou a carne de pescoço
o osso
o duro
a cabeça
o chifre e a língua
 
30.04.2007


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1.1.08

Retrospectiva 2007 e

1º de janeiro de 2008, um novo ano que se inicia. Novos projetos, novos sonhos, energias renovagas para novas empreitadas.

E, fazendo uma retrospectiva de 2007, vejo que foi um ano de muita vitória, muito sucesso. Um ano que passou rapidinho, em conseqüência de tantas coisas para fazer, mas um ano que foi muito bom!!!
Espero voltar a escrever e publicar meus poemas e micropoemas neste blog.
Quero desejar a todos um excelente 2008, que seja um ano de realizações e de muito sucesso, melhor que 2007!
Um grande abraço e até breve!
Lucimar
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