30.11.05

espero-te, meu amor

espero-te, meu amor
braços abertos em cruz
...
já sinto a voz do vento
e teu perfume como luz
...
espero-te, minha flor
dos lábios o riso que reluz
...
já sinto um frio e tento
o abraço que me seduz

27.11.05

Fotos da Apresentação do meu Trabalho de Graduação

Apesar do brando inicial essas fotos vão ficar pra sempre na memória. E como disse uma amiga: "elas servirão para 'um dossiê da loucura'"...



..
amiga Sandra, Prof. Teresinha Nogueira (orientadora) e eu
.
com o Prof. Dr. Marco Antonio (coordenador do Curso)
..
com o Prof. Ravanelli (Gramático, Prof. de Latim)
.
Luciana (mana), Mônica (miguxa da Facul) e Drika (mana)

Bordas do Azul

tudo azul e eu aqui
entre paredes tomando banho de sol
matei-me
aquele que já não sou
...
já sou outros
em outros tempos

espaço-corpo

um copo na cama espera
ser sentido
...
um corpo na mesa espera
ser bebido

26.11.05

COrPO

preciso de um copo
preciso de um corpo
...
um copo que me tombe
um corpo que me abrace
...
um tombo que me levante
um abraço que me infante

Avesso do Verso

me viro do avesso e escrevo um verso
tão sujo quanto minha entranha
tão duro quanto minha alma
tão vazio quanto meu silêncio
...
isso que chamo de verso
se mexer fede

O Silêncio

Há um silêncio que grita dentro de mim
me enforca, me sacode
bota a palavra na minha boca
palavra que não sei dizer
por isso ando tão quieto
tão distante de mim mesmo
de garganta inflamada
voando contra o tempo
sem vento e sempre em tormento...

20.11.05

Merda

elçzlçdkjgfsajkgd
lasdklçgklaskgf
as´lfçasdçlkgçladsf
a´dsglçsdaçlgtklçasptoqw/
lakoghoqerojhijjdfnkjlhn
qotwioweou hyisjkldfng
alsahkldfoaopt oiewu ykjfndk
loayhioreuijyhikdfma
lkglka/opiyoptiweoqy uoipea
hogioroq ho
oifgoier
lgoidopaioteiw
tpqooweitgopweiortqw
oqiyoierwot
Merda!!!

19.11.05

Um Poema

um poema espera a pena
como a ema espera o vento

Depois de um silêncio...

Depois de um longo silêncio estou de volta no MicroPoema. Nada como a sensação do dever cumprido, que delícia! Falta pouco para terminar a Facul. e vamos que vamos. A apresentação na USP foi um sucesso, agora só falta apresentar o TG na Univap. Mas, o frio maior já passei, agora me sinto extremamente confortável...rss!!! Então, vamos pensar outros micropoemas...

5.11.05

Seminário USP - 16, 17 e 18 nov 2005

Acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro o IV Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa da FEUSP, Oralidade, Leitura, Escrita: Confrontos e Perspectivas.
Meu Trabalho de Graduação de Letras na UNIVAP é sobre Interpretação e Análise do Discurso de linha Francesa. Fui indicado por minha orientadora, a Prof. Teresinha de Fátima Nogueira, a participar com apresentação de trabalho. Fiquei extremamente feliz porque hoje recebi um e-mail comunicando a seleção de minha comunicação para ser apresentada no Seminário. Estarei lá, portanto, na quarta-feira à tarde apresentando o estudo INTER(PRET)AÇÃO E DISCURSO: UMA PROPOSTA DE RELEITURA, conforme programação do evento.
As inscrições para participar com apresentação de trabalho foram encerradas em 31/10/2005 e sem apresentação continuam abertas até o dia 10/11/2005. É só acessar o site da FEUSP e conferir maiores detalhes: http://paje.fe.usp.br/estrutura/.
Segue abaixo o resumo do estudo:
Diante de qualquer gesto somos incitados a interpretar: seja uma palavra escrita, um tom de voz, um olhar, etc.. Partindo deste pressuposto e considerando que, numa dada situação comunicativa, há sempre um Outro que responde ou se cala e, por isto, interage expressa ou tacitamente, é que lançamos um olhar reflexivo da perspectiva da Análise do Discurso de linha Francesa (Orlandi, 1996) para o trabalho de interpretação de texto proposto por um livro didático de Língua Portuguesa para o poema Coisas da Terra, de Ferreira Gullar. Para tanto, nosso estudo leva em conta as posições ocupadas pelos indivíduos em lugares socialmente determinados e em situações específicas de comunicação que vão determinar o que esses indivíduos podem ou não podem dizer. São, também, determinantes dos sentidos as representações que um sujeito faz de si mesmo e do outro e o fato do seu dizer ser atravessado por outros dizeres, outras vozes que ecoam em sua voz. Ao analisar as perguntas propostas para a interpretação do poema, explicitamos como estão funcionando no discurso os mecanismos de produção dos sentidos, que induzem/reproduzem/cristalizam os sentidos numa tentativa constante de fechamento das fronteiras de interpretação, para que seja preservada a autoridade das instituições, do professor e do livro didático, tido como portador de verdades inquestionáveis (Coracini, 1999). Assim, visamos não um método de interpretação, mas provocar deslocamentos necessários para um olhar crítico-reflexivo que avalie as múltiplas facetas de um texto ao interpretá-lo, sobretudo na sala de aula de Língua Portuguesa em que também as vozes dos alunos almejam gritar.
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