29.7.11

Lavrador de Palavras


madrugada bruta
frios latidos
ecoam pela cidade
finos gemidos
de fêmeas no cio

algumas lágrimas
e outros soluços
de crianças na rua

madrugada bruta
eu já de caneta nas costas
sou lavrador de palavras

2 comentários:

  1. E como lavrador de palavras sai a procura das tuas colheitas para poder junta-las e construir novos poemas....gostei...abraços

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  2. É isso mesmo, Simone! rsrs Gostei da sua "sacada". rs Escrevi esse poema em 2005 (http://micropoema.blogspot.com/2005/10/lavrador-de-palavras.html), estou republicando aqui porque, às vezes, fico meio vazio e não sai nada. rs Acho que de vez em quando é bom se reler... Abraço!

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