TEMPO

Dormir, por um segundo,
É risco de não vir
A ter mais o mundo
No segundo do porvir.

Todo cuidado é pouco
No segundo fatal,
Melhor não ser louco
De perder a hora matinal.

Um segundo traz a vida
E a molda no espaço
Da existência à partida
Ao ritmo de um compasso.

Um segundo leva a vida
E a sopra o vento
Sobre a flor umedecida
De lágrimas e pensamento.


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Sono

A sombra da noite persegue meu dia soca meus olhos beija meu corpo afaga meu ego e se desfaz