17.1.14

O Som do Universo

O som
                   do universo
                          é verso
          de silêncio
                             e paz

30.12.13

Homem Livre



O que mais me cansa
É a máscara que tenho de vestir
Para ser quem não sou
Nem nunca serei, até despir-me
De mim mesmo
E ser apenas pássaro, vento, brisa...

11.7.13

Nonsense




O medo
Cala meu grito
E bebo
Cevada de litro

Cedo não acordo
Na cama fico
De tudo discordo
E a manada sigo

12.6.13

Dia dos Namorados

à Ana Paula

A rosa
vermelho
O riso
no espelho

Um abraço
calor
o laço
do amor

30.12.12

Nu Começo

Nu começo:
era verbo
(amar?)
era sonho, era signo
era nome, pô-ema
que se fez carne
que se fez vácuo
fato
tripa
que se fez gente
que se fez livro
                     
02/08/2005

26.12.12

Noite e Dia

noite e dia

à tarde
quando a noite deixa cair seu vestido preto
repleto de estrelas
eu sinto o cheiro dos seus cabelos
molhados
sinto a sua pele fresca do banho quente
e o seu perfume penetra-me os desejos

à noite eu tenho sonhos
e nos meus sonhos você me abraça
eu sinto os seus suspiros, a sua boca, seus seios
eu ouço os seus desejos, eu tiro a sua roupa
eu sinto suas mãos, te abraço forte
me perco nos seus beijos, eu te amo

30/01/07 19:53:53

4.5.12

O Beijo

Você fica
brava

vozefica
brasa

e             vomita       uma
palavra

que        paralisa         os
meus lábios

30.12.11

Sou o que penso



Sou o que penso
porque não ouvi o que disseram.

Às vezes tento não me ouvir
para salvar-me de mim.

Enfim, sou o que penso,
e pensando, sou.

31.7.11

O Sopro da Vida


o silêncio aperta
o meu peito
madrugada adentro

a palavra cala
a boca não fala
não sopra o vento

não ouço um grito
a frase me escapa
foge o pensamento

o verbo paralisa
olhar de Mona Lisa
silêncio e sono

um pássaro desperta
a alma incerta
neste abandono

o silêncio espeta
o meu peito
de sopro e vida

Embu das Artes, domingo, 31 de julho de 2011.

Fonte da imagem: http://joaofelix.blogspot.com/2009/06/o-sopro-da-vidaum-ensinamento-de.html

29.7.11

Lavrador de Palavras


madrugada bruta
frios latidos
ecoam pela cidade
finos gemidos
de fêmeas no cio

algumas lágrimas
e outros soluços
de crianças na rua

madrugada bruta
eu já de caneta nas costas
sou lavrador de palavras

24.7.11

Fome Zero




Como palavras;
um prato de biscoito não mata minha sede

Ganho um prato de fome zero
meu nome que quero, compro

Escarro fome
e compro
um carro zero
para ser gente

Vendo esmola
e cobro imposto dos famintos

Não tenho fome
e meu título sujo
cobre um corpo sem nome

14/07/2005 - há seis anos.
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