M I C R O P O E M A
Espaço para poemas, poesias, micropoemas, pensamentos, críticas, ideias e outras conversas acerca do mundo em que vivemos, da vida e de sua beleza. Compartilhe, deixe seu comentário, suas críticas e sugestões, suas impressões etc. E volte sempre! É um prazer receber sua visita. Um forte abraço!!!
30.12.11
Sou o que penso
Sou o que penso
porque não ouvi o que disseram.
Às vezes tento não me ouvir
para salvar-me de mim.
Enfim, sou o que penso,
e pensando, sou.
31.7.11
O Sopro da Vida
o silêncio aperta
o meu peito
madrugada adentro
a palavra cala
a boca não fala
não sopra o vento
não ouço um grito
a frase me escapa
foge o pensamento
o verbo paralisa
olhar de Mona Lisa
silêncio e sono
um pássaro desperta
a alma incerta
neste abandono
o silêncio espeta
o meu peito
de sopro e vida
Embu das Artes, domingo, 31 de julho de 2011.
Fonte da imagem: http://joaofelix.blogspot.com/2009/06/o-sopro-da-vidaum-ensinamento-de.html
30.7.11
Por Trás Dos Olhos Tristes
Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás dos olhos azuis
E ninguém sabe como é, ser odiado,
Ser destinado, a contar só mentiras...
Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre
Ninguém sabe como é, sentir estes sentimentos
Como eu sinto, e a culpa é sua!
Ninguém ferroa tão ferozmente, em sua ira
Nenhuma das minhas aflições ou dores.. podem transparecer
Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
Passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre
Quando meus punhos cerrarem, abra-os até quebrar...
Antes que eu os use e perca a calma.
Quando eu sorrir, me dê algumas notícias ruins...
Antes que eu sorria e aja como um tolo.
E se eu beber de algo maligno;
Enfie seu dedo na minha garganta.
E se eu tremer me dê seu cobertor;
Me mantenha aquecido, deixe-me usar seu casaco.
Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás dos olhos azuis
***
Behind Blue Eyes
No one knows what it's like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
No one knows what it's like, to be hated
To be fated, to telling only lies
But my dreams they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
No one knows what it's like, to feel these feelings
Like I do, and I blame you
No one bites back as hard, on their anger
None of my pain or woe, can show through
But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool
And if I swallow anything evil
Put your finger down my throat
And if I shiver, please give me your blanket
Keep me warm, let me wear your coat
No one knows what it's like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
29.7.11
Lavrador de Palavras
madrugada bruta
frios latidos
ecoam pela cidade
finos gemidos
de fêmeas no cio
algumas lágrimas
e outros soluços
de crianças na rua
madrugada bruta
eu já de caneta nas costas
sou lavrador de palavras
26.7.11
América
A América também é nossa! Bela música-melodia, sem entrar no mérito da letra, pois toda guerra é burra; é o certificado que atesta a incompetência da diplomacia; a superioridade de uma nação se impondo a outra menor com armas desproporcionais. Ficamos, pois, com a melodia e sonhemos com dias melhores:
25.7.11
Supere-se!
Para começar bem sua semana:
24.7.11
Fome Zero
Como palavras;
um prato de biscoito não mata minha sede
Ganho um prato de fome zero
meu nome que quero, compro
Escarro fome
e compro
um carro zero
para ser gente
Vendo esmola
e cobro imposto dos famintos
Não tenho fome
e meu título sujo
cobre um corpo sem nome
14/07/2005 - há seis anos.
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miséria,
sede e fome
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23.7.11
Futilidades
Estou farto
de futilidades
celebridades midiáticas
ocas
imediatas
efêmeras
Falta conteúdo
assunto útil
Ocupam-se do inútil
de imbecilidades
Fartei
fui...
o último que apague a luz
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celebridade,
futilidade,
mídia
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22.7.11
Bem-te-vindo
Viii
o bem-ti-vi
viiindo
Viiim
vim te ver
bem-te-vi
Assiiim
em miiim
bem-te-vi
Iii
o bem-te-vi
enfiiim
Siiim
o bem-te-vi
fiiim
21.7.11
O Meu Tempo
O relógio na parede
no meu carro
no celular
mede o meu tempo
de ser em casa, na rua, no trabalho, na escola...
tantos quem nem sei quem sou
O relógio na parede
no painel, no semáforo
dita o meu ritmo de ser, de estar
Sou tantos e não me acho
na multidão cabresteada pelo tempo linear
dos ponteiros que não param de girar
em círculos, sempre voltando
ao status quo, ao não-tempo
Perco-me para ser tantos
e no fim não serei nada
além de uma vaga lembrança:
plantou uma árvore, escreveu um livro, fez um filho...
20.7.11
Novo Blog: o PoemÓcio
19.7.11
Meu Filho
Meu filho
tenha calma, meu filho,
ainda faltam 4 meses
para contemplarmos o brilho
do teu olhar o mundo.
Meu filho
tua alma, teu brilho
já acende, às vezes,
olhares e sorrisos
e o amor mais profundo.
18.7.11
O Óbvio
Que frio...
minha luva!
Meu brio...
uma uva!
Bombril...
uma ova!
Sorriu...
uma prova!
Partiu...
Uma cova!
17.7.11
Poemócio
De barriga cheia e papo pro ar
agora eu quero
um copo
um corpo
cama e travesseiro
lençol e o dia inteiro
um copo
um corpo
cama e travesseiro
lençol e o dia inteiro
para não pensar em nada
a rede, o sol e o som do mar
numa linda tarde de domingo
numa linda tarde de domingo
em que arde o sono
o abandono do ser
num ponto
final
Inspirado no poema de Sylvia Beirute "E Agora Eu".
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16.7.11
Só Males
Em solidariedade aos somalis

Foto: Farah Abdi Warsameh / AP
Nossos irmãos somalis têm sede e fome.
Tudo que têm é isso. Acampamento de Dadaab, no Quênia, onde milhares de pessoas buscam refúgio.
Onde está a Justiça? O que essas pessoas fizeram?
Onde está a imprensa? Onde estão os milionários?
Onde está Deus? Quem somos nós neste mundinho
minúsculo a vagar pela Via Lactea, no Universo infinito de outras galáxias gigantes?
No Sistema Solar (Sun's): cá estamos nós, com toda a nossa arrogância e prepotência.
Destruindo tudo, matando-nos a nós mesmos
com o nosso egoísmo e a nossa sede de ter, ter, ter...
ainda que tenhamos de matar nosso irmão aos poucos, de sede e fome...
Haja Luz para iluminar tanta treva!
Haja Amor para perdoar tanto ódio.
Guerra em nome da Paz, em nome de Deus.
E o Nobel da Paz vai para... o Promotor da Guerra.
É ela que faz a economia girar, países se individarem
para que poucos vivam nadando em ouro,
enquanto a massa nada em sangue e miséria.
E a quem interessa tudo isso?
E o Promotor da Justiça, da Paz?
Se existe, ele é silenciado pela máquina de guerra.
O que passa na TV, não é o que interessa a você!
Progresso onde? Em quê?
Tecnologia? De guerra, para a guerra,
real, virtual, de (des)informação, mas guerra.
Nossos irmãos, somalis, pagam o preço.
Por quê? Por sua cor, por sua raça?
Por sua sorte, por sua terrra?
Mas eles não estão sozinhos nesse inferno.
Estamos todos juntos e abraçados:
hoje são eles, ontem foram outros...
e amanhã? Assim avança o "progresso"...
Crianças, pequenas, indefesas...
Eles não têm nada, não almejam nada...
Só querem uma tijela de comida,
e pode ser as migalhas da sua mesa.
Para quem quiser ler um pouco mais, seguem alguns links interessantes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Som%C3%A1lia
http://br.noticias.yahoo.com/%C3%A1frica-maior-campo-refugiados-mundo-sofre-superlota%C3%A7%C3%A3o-falta-143240650.html
http://extra.globo.com/noticias/mundo/somalia-moradores-buscam-alimentos-em-acampamento-2231618.html
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2011/07/aumento-de-mortalidade-infantil-em-acampamentos-e-%E2%80%9Calarmante%E2%80%9D-diz-acnur/
http://www.doctorswithoutborders.org/news/articlefull.cfm?cat=slideshow&id=5370
http://www.teleios.com.br/tag/dadaab/
O outro lado da história. Veja um documentário acerca dos conflitos na Somália em http://dotsub.com/view/8446e7d0-e5b4-496a-a6d2-38767e3b520a#.TiHl0Z2WM50.blogger
Para mais informações, pesquise na internet e outras fontes.
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conflitos,
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Somália
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