11.12.09

Que Tenho eu no Mundo?

Depois de um tempo, a gente olha para a própria cria e percebe que ela continua viva; que uma chama do belo ainda continua acesa no coração do poeta-coração-de-pedra. Que pedra? Por isso, para compartilhar com você esse momento "poético-nostálgico", sopremos um micropoema do microlivro "Espuma Temporária". Quem sabe a chama se acenda...



que tenho eu no mundo?
alguns sonhos
e pés para caminhar: isso é tudo.
sonhos feridos por quem não acredita em mim;
sonhos sangrando...
sonhos que tento sonhar junto.
mas meus sonhos são incompreensíveis.
por isso desejo um buraco bem grande
onde possa me esconder pelo resto da vida.
um buraco que me consuma,
que me ame como sou.
lá onde ninguém alcançará meus sonhos
que brotarão flores.




Depois de um tempo a gente vê que as sementes aparentemente mortas germinaram, cresceram e produziram flores e frutos. Isso é muito gratificante! É a vida!

7.7.09

5.7.09

Vida Corrida

Só corro!
Só morro!
Já morro.
Deus, socorro!?



Uma tentativa de voltar à ativa poética. A gente só sabe se consegue tentando.

4.7.09

CONSTATAÇÃO


Eu não aguento
Eu fico louco
E me arrebento
Daqui a pouco


Por um momento
Sinto-me oco
Não há talento
Sou um toco


Poema originalmente publicado no livro Gritos de Liberdade, Papel & Virtual Editora, Rio de Janeiro, 2003.

3.7.09

TEMPO

Dormir, por um segundo,
É risco de não vir
A ter mais o mundo
No segundo do porvir.

Todo cuidado é pouco
No segundo fatal,
Melhor não ser louco
De perder a hora matinal.

Um segundo traz a vida
E a molda no espaço
Da existência à partida
Ao ritmo de um compasso.

Um segundo leva a vida
E a sopra o vento
Sobre a flor umedecida
De lágrimas e pensamento.


30.6.09

Espuma Temporária




Quem sou eu? Nada sei de mim
transparente espuma temporária
vago no abismo da estratosfera
sem passado e sem futuro
um abismo em mim mesmo
uma pena que se move
sobre a folha nua
na tentativa
inútil
útil
til
a
me
ema
que voe
que tenha asas
de escrever um poema




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