4.3.06

Tempestade


O que faço eu Chuto o balde e me vingo dando murro na parede Vai me diz Você que sempre sabe de tudo Eu que sempre não sei A vida é uma bosta mesmo Foda-se Olha o seu umbigo Que cara é essa Eu não entendo porra nenhuma mesmo Calma o escambau Sei lá É sempre assim
É pois Bem que você me disse muitas vezes Cego que eu era não parava pra pensar nessa merda Mas que importa agora também Um dia eu lembro agora quando a gente caminhava pelo Parque você disse que às vezes não se entendia que era atravessada por um deserto E eu escrevia longas cartas de amor Era seu rio e me desaguava em você Foi assim a fios por anos Um dia choveu muito Encheu me saco eu fiquei muito puto da vida Aí você não aceitou minha enxurrada minhas porcarias todas e me surpreendeu com uma tsunami

3 comentários:

  1. Olá!
    Está maravilhoso!Ás vezes temos vontade de jogar tudo por alto,de gritar tudo que vem na sua cabeça e mandar todo mundo o mais longe possível.
    Eu consegui sentir seus sentimentos aí.Meus parabéns.
    Confesso,não sei fazer poemas,mas sei lê-los e dizer se gosto ou não na minha humilde crítica.E digo:ADOREI.

    Beijos,

    Thays

    ResponderExcluir
  2. , visceral! chove emoções a cada palavra.
    |abraços meus|

    ResponderExcluir
  3. Ola...Amiguinho...com a tua experiência e seus sentimentos,
    consegues transformar uma tempestade, num dia de Sol.Mas tudo na vida passa...nunca sinta-se derrotado... sempre o amor é o vencedor...
    E é por isso que te digo:
    Obrigada, por existires, por nos presentear com seus poemas e por estares aqui!!!
    beijinhos carinhosos,
    Marli

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...