24.2.06

O Inevitável

O motor do ônibus liga
engrenagens que se encaixam
cacos que cortam a alma
meu coração briga
insiste
quer ficar
e fica triste
ao constatar o inevitável

Chora em silêncio
num abraço
sem palavras
o último abraço
sem palavras
o último beijo
a última confissão de amor

Quero viver o último segundo
mas o tempo passa
Há uma parte de mim que fica
e a outra que parte
querendo ficar

2 comentários:

  1. Uau! Você tem três blogs! rs
    Obrigada por passar no meu blog. Escrevo de tudo lá...quer dizer, sobre quase tudo...hehehehe
    Fico feliz que tenha gostado do poema do meu avô. Ele é muito bom nisso!
    beijos

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  2. despedidas em busões... quem já passou por isso sabe qualé que é.

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