5.11.05

Seminário USP - 16, 17 e 18 nov 2005

Acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro o IV Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa da FEUSP, Oralidade, Leitura, Escrita: Confrontos e Perspectivas.
Meu Trabalho de Graduação de Letras na UNIVAP é sobre Interpretação e Análise do Discurso de linha Francesa. Fui indicado por minha orientadora, a Prof. Teresinha de Fátima Nogueira, a participar com apresentação de trabalho. Fiquei extremamente feliz porque hoje recebi um e-mail comunicando a seleção de minha comunicação para ser apresentada no Seminário. Estarei lá, portanto, na quarta-feira à tarde apresentando o estudo INTER(PRET)AÇÃO E DISCURSO: UMA PROPOSTA DE RELEITURA, conforme programação do evento.
As inscrições para participar com apresentação de trabalho foram encerradas em 31/10/2005 e sem apresentação continuam abertas até o dia 10/11/2005. É só acessar o site da FEUSP e conferir maiores detalhes: http://paje.fe.usp.br/estrutura/.
Segue abaixo o resumo do estudo:
Diante de qualquer gesto somos incitados a interpretar: seja uma palavra escrita, um tom de voz, um olhar, etc.. Partindo deste pressuposto e considerando que, numa dada situação comunicativa, há sempre um Outro que responde ou se cala e, por isto, interage expressa ou tacitamente, é que lançamos um olhar reflexivo da perspectiva da Análise do Discurso de linha Francesa (Orlandi, 1996) para o trabalho de interpretação de texto proposto por um livro didático de Língua Portuguesa para o poema Coisas da Terra, de Ferreira Gullar. Para tanto, nosso estudo leva em conta as posições ocupadas pelos indivíduos em lugares socialmente determinados e em situações específicas de comunicação que vão determinar o que esses indivíduos podem ou não podem dizer. São, também, determinantes dos sentidos as representações que um sujeito faz de si mesmo e do outro e o fato do seu dizer ser atravessado por outros dizeres, outras vozes que ecoam em sua voz. Ao analisar as perguntas propostas para a interpretação do poema, explicitamos como estão funcionando no discurso os mecanismos de produção dos sentidos, que induzem/reproduzem/cristalizam os sentidos numa tentativa constante de fechamento das fronteiras de interpretação, para que seja preservada a autoridade das instituições, do professor e do livro didático, tido como portador de verdades inquestionáveis (Coracini, 1999). Assim, visamos não um método de interpretação, mas provocar deslocamentos necessários para um olhar crítico-reflexivo que avalie as múltiplas facetas de um texto ao interpretá-lo, sobretudo na sala de aula de Língua Portuguesa em que também as vozes dos alunos almejam gritar.

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